
Rui Manuel Mesquita Mendes
Rui Manuel Mesquita Mendes (Lisboa, 1974) é técnico superior da Administração Pública e historiador independente.
Licenciado em Engenharia de Produção Industrial pela NOVA-FCT (1998) e em História pela FLUL (2015), com pós-graduação em História Moderna pela NOVA-FCSH (2022), dedica-se ao estudo da história local, do património religioso e da arquitetura da cidade de Lisboa, da região da Grande Estremadura e da Outra Banda do Tejo nos séculos XVI a XVIII, além de investigar fontes manuscritas dos séculos XV a XIX.
Colabora com os Institutos de História de Arte da FLUL (ARTIS), e da FCSH–UNL (IHA), onde é membro do Grupo de Estudos de Lisboa, e é também membro das comissões históricas e da Pastoral da Cultura da Diocese de Setúbal.
Tem desenvolvido investigação académica no âmbito de projetos como Claustrum, Vinculum (coautor do artigo «Morgadio da Quinta da Cerca. João Lopes Figueira, Almada, 1610», 2021) e Almada Velha: Valorização Patrimonial do Núcleo Urbano (2024–2027), promovido pela Câmara Municipal de Almada em parceria com a NOVA-FCSH.
Colaborou também com a Comissão Diocesana de Arte Sacra da Diocese de Setúbal (2014–2020), onde apresentou comunicações sobre o património religioso de Almada (Cacilhas, São Sebastião, Monte de Caparica e Costa da Caparica).
Defensor da micro-história e da história local como abordagens metodológicas centrais, reconhece como referências académicas os historiadores Vítor Serrão e Alexandre Flores.
É autor de vários relatórios, estudos e livros sobre imóveis históricos, em colaboração com empresas na área da consultoria patrimonial e de outros trabalhos relacionados com a história e património a nível municipal (Almada, Seixal, Sesimbra, Moita, Palmela, Lisboa, Peniche, Fundação CulturSintra), de igrejas paroquiais (Almada, Loures, Cartaxo, Lisboa e Sintra) e de quintas vitivinícolas e históricas (Alenquer, Lisboa, Torres Novas, Bucelas e Évora).
Publicou numerosos artigos e estudos em atas de congressos, volumes municipais e catálogos de exposições, com destaque para os textos: sobre as origens da Casa da Cerca de Almada e a sua capela, na obra Traçar o Pensamento: 30 Anos da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea (2023), distinguida com menção honrosa na categoria "Catálogo" nos Prémios APOM (2024); sobre casas e quintas em Almada nos séculos XIV–XVI (em colaboração com Maria de Lurdes Rosa e Margarida Leme), no catálogo Casas, Covas e Ruas: As raízes medievais de Almada (2023); e sobre as origens medievais do património religioso de Almada, no catálogo Entre Dois Mares e Um Rio – Almada, 3 Mil Anos de História (2021).
É autor
do livro Património Religioso do Concelho da Moita (2020); e colaborou,
entre outros, nas obras Cova da Piedade – Património e História (2013),
Sobreda – História e Património (2013), e Nos 75 Anos do Seminário de
Almada: Um Roteiro Histórico-Artístico (2012).
É autor e gestor de páginas de divulgação histórica, como A Outra Banda do Tejo e Lisboa e a Grande Estremadura. É sócio do Centro de Arqueologia de Almada (2011) e da Associação Portuguesa de Historiadores de Arte (2023), tendo exercido funções como autarca eleito como independente nas listas da CDU (2017–2021), na qualidade de presidente da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Caparica e Trafaria (2019-2021).
Em 2023, pelo seu relevante contributo na área do património e da memória coletiva, foi agraciado com a Medalha de Prata de Mérito Cultural da Cidade de Almada, onde se dedica à divulgação histórica, incluindo visitas guiadas ao património municipal (Capuchos, Solar dos Zagalos, Paços do Concelho e Casa da Cerca).
Em 2024, pelo seu reconhecido mérito, conhecimentos e estudos sobre o concelho de Almada, foi designado pela Câmara Municipal, sob proposta da Presidente de Câmara, como membro da Comissão Municipal de Toponímia de Almada.
